A União Europeia iniciou nesta quinta-feira (3) a suspensão da entrada de produtos de origem animal brasileiros nos 27 países do bloco. A medida atinge carnes bovina, de frango e suína, além de mel, pescados e ovos, e pode afetar até US$ 2 bilhões por ano em exportações. Segundo as autoridades europeias, a decisão está relacionada aos mecanismos brasileiros de controle do uso de antimicrobianos na produção animal, e não à identificação de contaminação ou irregularidades sanitárias nos produtos.
O Brasil contesta o entendimento e afirma que sua legislação já restringe o uso dessas substâncias como promotores de crescimento. O governo também adotou novas medidas de controle e rastreabilidade para tentar atender às exigências europeias. Uma auditoria da União Europeia avalia nesta semana as cadeias de produção de frango e mel no país, e o resultado será analisado posteriormente pelas autoridades do bloco.
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A suspensão pode ser revertida caso a União Europeia considere que as exigências foram atendidas. Para a carne bovina, porém, a adaptação pode ser mais demorada devido à exigência de rastreamento durante todo o ciclo de vida do animal, que pode levar de 24 a 36 meses. Já o setor de frango espera uma possível retomada das vendas ainda em 2026, dependendo do resultado da auditoria. Enquanto isso, os segmentos afetados terão de buscar alternativas para parte da produção que seria destinada ao mercado europeu.