A segurança do Supremo Tribunal Federal (STF) restringiu, nesta quinta-feira (3), a aproximação de fotógrafos e cinegrafistas às vidraças do Salão Branco. A medida ocorreu um dia após uma fotografia registrar os ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin rindo na saída do plenário, em meio à repercussão do caso envolvendo o Banco Master. A imagem foi feita pelo fotógrafo Brenno Carvalho, de O Globo.
No dia seguinte ao registro, agentes de segurança repreenderam profissionais de imprensa e determinaram o afastamento das câmeras, além de proibirem fotografias feitas pelas aberturas das cortinas. A administração do STF não comentou a restrição.
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O episódio ocorre em meio às revelações de relatórios da Polícia Federal relacionados ao caso. Segundo as informações divulgadas, mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro indicariam Moraes como interlocutor em uma tentativa de interromper investigações. Em meio à crise, Moraes pediu apurações envolvendo o ministro André Mendonça, relator de inquéritos sobre o Banco Master e o INSS. O presidente do STF, Edson Fachin, estabeleceu prazo de cinco dias para que Moraes, Mendonça, a PGR e a Polícia Federal prestem esclarecimentos sobre o relatório policial.