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O futuro de Jeferson Cardozo

Foto: Milena Natali

Por: Renan Ribas

10/09/2026 - 06:09

A condenação de Jeferson Cardozo pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina abre uma questão que vai além da disputa eleitoral: o eleitor pode votar em um candidato que, depois, eventualmente não consiga assumir o mandato?

Cardozo contesta a decisão, lembra que foi absolvido em primeira instância e afirma que ainda recorrerá. Também sustenta que sua candidatura está garantida. São argumentos que precisam ser apresentados ao eleitor, assim como a própria condenação.

O desafio, portanto, não será apenas conquistar votos. Será transmitir segurança a quem pretende votar nele, mas pode ter receio de que uma eventual vitória nas urnas não resulte na posse.

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A dúvida que pode pesar na urna

Essa pode ser a principal dificuldade de Cardozo durante a campanha. Não basta convencer o eleitor de que é vítima de perseguição. Será preciso explicar, de maneira clara, qual é a situação jurídica da candidatura e quais são os caminhos até uma eventual posse.

Porque o eleitor pode pensar: “Eu voto nele porque acredito na sua inocência”. Mas também pode perguntar: “E se ele ganhar e não puder assumir?”. Essa dúvida pode pesar na decisão de quem não quer correr o risco de considerar o voto perdido.

Cardozo aposta no enfrentamento e diz que a decisão judicial não vai tirá-lo da disputa. Tem o direito de defender essa posição e de recorrer. Mas, em uma eleição, não basta falar para a própria militância. É preciso convencer também o eleitor que está no meio do caminho e quer segurança sobre o destino do seu voto.

O episódio mostra ainda como o calendário eleitoral torna tudo mais sensível. Uma decisão judicial próxima da eleição imediatamente ganha interpretação política. Para uns, é o funcionamento da Justiça. Para outros, perseguição. E no meio dessa disputa está o eleitor, que precisa distinguir fato jurídico de discurso eleitoral.

A questão, portanto, não é apenas se Jeferson Cardozo conseguirá transformar a condenação em combustível político. É se conseguirá transmitir ao eleitor segurança suficiente para que ele vote sabendo exatamente o que está em jogo.

Troca temporária

O prefeito de Massaranduba, Moacir Kasmirski, se licencia nesta quinta-feira (10), e o vice, Ilmar Saplinski, assume o comando da Prefeitura até 9 de outubro. Na prática, será uma mudança temporária de cadeira, mas também uma oportunidade para Ilmar mostrar sua capacidade de condução do Executivo e garantir a continuidade da gestão.

Foto: Divulgação

Três chapas, três encontros

As entidades empresariais do Vale do Itapocu deram sequência à rodada de encontros com candidatos ao Governo e suas coligações. Na terça-feira (8), foi a vez da coligação de João Rodrigues. Nesta quarta (9), o encontro reuniu a coligação de Jorginho Mello. Nesta quinta (10), a série será encerrada com a coligação de Gelson Merisio.

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