Foi com cadeiras praticamente vazias que as entidades empresariais do Vale do Itapocu encerraram, na última quinta-feira (10), a série Diálogos Institucionais para ouvir candidatos sobre as prioridades da região. Dos três grupos que disputam o Governo de Santa Catarina, dois participaram. A coligação de Gelson Merisio não compareceu com seus principais candidatos. Além de Merisio, também não estiveram presentes os nomes da chapa ao Senado. Apenas um candidato a deputado estadual participou.
A ausência não decide uma eleição. Mas, em política, presença também é mensagem.
Vale ressaltar que no geral, a iniciativa das entidades empresariais foi muito positiva, com adesão praticamente completa de duas das três chapas e a oportunidade de colocar os candidatos frente a frente com as demandas do setor produtivo regional.
Propostas diferentes para os mesmos assuntos
Nas respostas, ficaram claros estilos distintos. Jorginho Mello, candidato à reeleição, falou como quem defende a continuidade. Na saúde, destacou os repasses aos hospitais e disse que pretende manter e reavaliar os valores. Sobre o hospital regional, citou a possibilidade de uma unidade em Barra Velha.
João Rodrigues adotou postura mais crítica. Defendeu um novo hospital, preferencialmente em Guaramirim, para média e baixa complexidade, enquanto os atuais ficariam na alta complexidade.
Na infraestrutura, Jorginho afirmou que pretende tratar da BR-280 e estudar um projeto existente. João propôs que o Estado antecipe recursos para a obra e depois compense o valor na dívida com a União. Para a BR-101, defendeu intervenções na estrutura existente.
Na segurança, Jorginho falou em reforço do efetivo, policiais temporários e tecnologia. João propôs contratar a folga de policiais militares e concursos. Na educação, Jorginho destacou a parceria com o Senai e a formação conforme as vocações regionais. João criticou aspectos do Universidade Gratuita e defendeu formação profissional integrada ao ensino médio.
Ao final, ficaram duas visões: continuidade ou mudança. E fica uma questão: quando entidades empresariais abrem as portas para ouvir candidatos, a presença não é apenas protocolo. É disposição para ouvir, responder e assumir compromissos no processo.
Curtas
PA de Corupá pode virar UPA
Fiquei sabendo que há um debate em Corupá para transformar o atual Pronto Atendimento (PA) em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). A mudança pode ser benéfica para o município, já que a estrutura já funciona, na prática, com características de uma UPA. Com a nova classificação, o serviço também poderia buscar acesso a mais recursos para custeio e atendimento à população.