O Palmeiras afastou o atacante Felipe Teresa, da equipe Sub-20, após uma denúncia de agressão apresentada por sua ex-esposa, Marcelle Barbosa. Segundo o relato divulgado pela mulher nas redes sociais neste domingo (13), o episódio teria ocorrido no dia 15 de agosto, durante uma viagem de van entre São Paulo e Rio de Janeiro.
A denúncia foi formalizada cerca de duas semanas após o suposto episódio, com o registro de um boletim de ocorrência. Em vídeo publicado nas redes sociais, Marcelle afirma ter sido agredida pelo jogador durante uma discussão. Segundo ela, o atleta teria desferido um chute e, posteriormente, um soco em seu rosto.
O Palmeiras informou que tomou conhecimento da denúncia e determinou o afastamento imediato do jogador das atividades da categoria de base.
“Tão logo tomou ciência da denúncia apresentada contra o atleta Felipe Teresa, da equipe sub-20, a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, determinou o imediato afastamento do jogador das atividades da base”, informou o clube.
Na mesma nota, o Palmeiras afirmou que não tolera violência contra mulheres e que aguardará a apuração do caso antes de definir outras medidas.
“O clube não tolera qualquer forma de violência contra a mulher e aguarda a apuração dos fatos para que possa tomar as demais providências cabíveis”.
A denúncia
Marcelle afirma que conhece Felipe Teresa desde os 17 anos e que os dois mantiveram um relacionamento por aproximadamente três anos, período em que tiveram um filho.
De acordo com o relato, os dois viajavam de São Paulo para o Rio de Janeiro acompanhados pelo assessor do jogador, pela esposa dele e pelo motorista da van. A viagem teria como objetivo inicial a participação no aniversário da cunhada do assessor.
Marcelle conta que, durante o trajeto, descobriu que Felipe pretendia ir a um baile no Complexo do Alemão com amigos. Segundo ela, a mudança de planos provocou uma discussão entre os dois.
Ainda de acordo com a denunciante, durante uma parada da viagem, ela teria retirado da van roupas que Felipe havia comprado para usar no evento e jogado os itens fora. Marcelle reconhece que agiu de maneira impulsiva, mas afirma que estava irritada por ter descoberto a mudança de planos durante a viagem.
Ela relata que, após o jogador tomar conhecimento do episódio, ele teria se tornado agressivo e ido em sua direção para recuperar o celular que, segundo ele, havia sido comprado por ele e dado a ela de presente.
Marcelle afirma que pegou um guarda-chuva para se defender e que um funcionário de um posto de combustíveis teria presenciado a situação e interferido. Na sequência, segundo seu relato, ela voltou para a van e teria sido atingida por um chute.
A viagem continuou até uma parada na Serra das Araras. Marcelle conta que, naquele momento, apenas ela, Felipe e o filho do casal estavam dentro da van.
Segundo a denunciante, os dois voltaram a discutir e ela deu um tapa no rosto do jogador. Ela reconhece a própria atitude, mas afirma que Felipe reagiu com um soco em seu rosto.
“Sei que não fui certa nas atitudes que tive, mas nenhuma mulher merece passar por isso”, afirmou Marcelle no vídeo.
Ela relata ainda que o golpe provocou inchaço e ferimentos na região do nariz e da boca. Segundo seu depoimento, o episódio aconteceu na presença do filho.
Após a agressão que afirma ter sofrido, Marcelle diz que saiu da van e recebeu ajuda da esposa do assessor do jogador. Ela conta que pediu para ser levada a uma unidade de saúde depois de entrar em contato com a mãe, mas afirma que acabou sendo deixada em casa, no Rio de Janeiro.
Marcelle afirma que chegou a procurar uma delegacia no dia do episódio, mas não registrou a denúncia naquele momento. Segundo ela, o medo das consequências para si e para o filho fez com que adiasse a formalização do caso. “Só tive coragem 15 dias depois”, relatou.
A mulher também afirma que, durante o período seguinte, não recebeu apoio do ex-companheiro, além de uma quantia destinada a despesas do filho. Segundo Marcelle, a assessoria do jogador teria enviado um contrato que buscaria estabelecer a renúncia a direitos relacionados à união estável mantida pelo casal.
Ela afirma que se recusou a assinar o documento e que, posteriormente, teria sido coagida e humilhada.