O desabafo de uma mãe sobre um caso de racismo ocorrido dentro de uma escola estadual de Pedras Grandes, no Sul do Estado, chamou a atenção nas redes sociais.
A mãe, Cristina Zelma Mônica, contou que a filha, de 13 anos, teve as tranças cortadas por uma colega de classe que alegou que o “cabelo era de negro e ruim”.
O fato ocorreu dentro da sala de aula e, de acordo com a genitora, nada foi feito pela professora, coordenação e direção da instituição de ensino. Conforme Cristina, além do corte do cabelo, a adolescente pegou a carteirinha da filha e jogou fora.
Na terça-feira, Cristina prestou depoimento na Delegacia de Pedras Grandes. Ela estava acompanhada do presidente estadual do grupo Novo Impulso, Paulo César Lopes, e das advogadas Alice Reis e Letícia Favarin.
De acordo com Alice, as profissionais, junto com a família, estão providenciando todas as medidas judiciais e psicológicas cabíveis, resguardando toda e qualquer exposição das meninas envolvidas. A vítima está muito abalada e, desta forma, todos estão preservando e priorizando a saúde mental das garotas.
As advogadas foram também até a unidade de ensino. Segundo elas, a menina que sofreu a agressão não tem ido à instituição.
A Secretaria de Estado da Educação (SED) se manifestou sobre o caso em nota.
Confira
“A Secretaria de Estado da Educação (SED), por meio da Coordenadoria Regional de Educação de Tubarão, esclarece que está ciente e tomando providências em relação à
denúncia de racismo envolvendo estudantes de uma escola da região.A partir da atuação de seu Núcleo de Educação, Prevenção, Atenção e Atendimento às Violências na Escola (NEPRE), a secretaria orienta a coordenadoria regional e a equipe
gestora da unidade escolar para que tomem todas as medidas administrativas e pedagógicas cabíveis diante do caso. Também garante todo apoio à vítima e preservação da identidade dos envolvidos.A SED reafirma seu dever de assegurar e aperfeiçoar os instrumentos para atingir a justiça social e o compromisso com a diversidade como princípio formativo. Por meio de um Acordo de Cooperação Técnico-Científica firmado com a UDESC, a secretaria está
estabelecendo ações básicas para a formação continuada de professores e servidores da rede estadual de ensino sobre as relações Étnico-Raciais, com base no conteúdo das leis 10.639/03 e 11.645/08.A SED lamenta e repudia qualquer conduta discriminatória ou preconceituosa e reforça que preza por um ambiente escolar inclusivo e acolhedor, trabalhando para promover uma Educação Básica orientada para os direitos humanos e a igualdade racial”.
Com informações do Notisul