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“Alimentação e saúde mental”

Por: Erika Tavares

22/11/2021 - 10:11 - Atualizada em: 22/11/2021 - 10:59

Devido aos efeitos nocivos da pandemia do Coronavírus para a saúde mental, a atenção sobre essa questão se tornou uma prioridade global. Muitas estratégias tem sido buscadas como meditação, técnicas de respiração, yoga, leitura e esportes —todas altamente benéficas e validadas pela ciência. Entretanto, não é dada a devida importância à uma alimentação saudável e equilibrada para a saúde do organismo, e principalmente do cérebro.

Segundo estudo publicado na revista científica renomada The Lancet, em outubro de 2021, foram 53 milhões de novos casos de depressão e 76 milhões de ansiedade em 2020. Os números representam altas de 28% e de 26% no período analisado em no último ano. E no Brasil cerca de 5,8% da população brasileira faz uso de antidepressivos. Essas estatísticas preocupam, e nos alertam para a necessidade de buscar um estilo de vida mais centrado no autocuidado, e uma rotina cercada de bons hábitos como alimentação equilibrada, prática regular de exercícios físicos e um sono saudável.

Temos nos alimentos princípios ativos que podem atuar a nível cerebral trazendo agilidade no raciocínio, produtividade; e possível retardo nas reações que envolvem degeneração. Além de atuar na prevenção de doenças como depressão, ansiedade, Alzheimer, Parkinson, entre outras.

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Existe a dieta MIND, uma combinação das dietas DASH e Meditterâneo, com determinações específicas sobre os alimentos a ser ingeridos para benefício do cérebro. De forma mais ampla, segundo a Sociedade Internacional de Psiquiatria Nutricional (ISNPR), as principais características alimentares que devem ser incorporadas para cuidar da mente são: reduzir a ingestão de açúcar, evitar alimentos industrializados, frituras, e fast food, dar preferência a refeições produzidas com ingredientes naturais como legumes, frutas, grãos; ingerir diariamente 400 gramas de vegetais no almoço e no jantar; reduzir a gordura saturada (manteiga, margarina, carnes gordas), e introduzir quando possível oleaginosas (amendoim, castanha, avelã, macadâmia, nozes).

Todas essas orientações dietéticas e muitas outras descritas na literatura científica, levam em consideração não só a predisposição genética do indivíduo, como também a presença de outras doenças, e uma condição chamada de estresse oxidativo (excesso de radicais livres), como importantes contribuintes para o surgimento ou agravamento das doenças neurológicas.

Alguns ativos que ajudam a combater os efeitos deletérios dos radicais livres e proteger as nossas células nervosas são a coenzima Q10, o magnésio, a vitamina C, os carotenoides, biotina, tiamina, ácido fólico, vitaminas B12, vitamina D e ômega 3, prescritos conforme necessidade individual e indicação médica.

E por último, porém não menos importante, sempre se lembrar do comer consciente, ou seja, se alimentar quando realmente estiver com fome e o suficiente para saciedade, sem exageros.

Onde encontrar

Clínica Soprus: Rua João Planincheck, 618, Nova Brasília, Jaragua do Sul -SC

Médica especialista em Neurologia (CRM SC 30733 – RQE 20463) pelo Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia.
Mídia social: @draerikatavaresneuro
Contato: (47) 3373-4252 | (47) 98402-5034
Email: erikatavaresneuro@gmail.com

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Erika Tavares

Erika Tavares, médica especialista em Neurologia.