Por conta de nosso perfil de sociedade majoritariamente conservadora e religiosa, soa chocante e inaceitável que a nova geração despenda tanta atenção e cuidado aos animais.
De fato, os novos tempos têm apontado que as pessoas passaram a vivenciar uma relação mais estreita com os bichos. Uma das aceitáveis razões diz respeito a lealdade e afeto, naturalmente presentes na relação com os animais, não se verificando na mesma intensidade entre os humanos.
A realidade é que já não se concebe mais subterfúgios do tipo: “é apenas um animal,” ou então, “os animais não tem sentimentos como os seres humanos”.
Na consciência mais evoluída da nova geração, mesmo que, aparentemente, os animais não demonstrem os mesmos sentimentos humanos, não justifica não terem, concretamente, seus direitos fundamentais respeitados.
A propósito, a nossa Constituição Federal estabelece, por meio da Lei nº 9.605/98, pena de detenção de três meses a um ano, para quem abusar, maltratar, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos.
É possível afirmar que reside aqui, a grande diferença entre as gerações: a velha, obriga-se a obedecer a Constituição, ao passo que a nova é, naturalmente, aliada dos animais, sem precisar saber o que prega a Constituição.
Prova disso é o exemplo do pequeno Arthur Koval de Lima, o ‘Blogueirinho do Interior,’ como ficou conhecido o menino de Guaramirim, com milhões de seguidores na internet. Arthur simboliza a nova geração comprometida com os animais e a natureza.
Ele traduz a mensagem de que os animais ensinam a difícil virtude da fidelidade, sendo dignos de proteção. Enfim, que o respeito aos animais é premissa de sociedades evoluídas. Parabéns pequeno grande Arthur!