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Na Bienal do Livro

Por: OCP News Jaraguá do Sul

09/09/2016 - 04:09

Como Jorge Luis Borges, escritor argentino, possui incrível influencia na literatura. Apresentações em museus e exposições que circulam mundo afora facilmente levam uma frase de seus livros no texto que apresenta algum trabalho ou obra. E quando passei da catraca entrando na Bienal Internacional do Livro em São Paulo na semana passada, no alto do estante de uma editora, lá estava a frase de Borges: “sempre imaginei que o paraíso fosse uma espécie de biblioteca”. Em uma bienal do livro acontecem várias atividades além da presença de editoras e livrarias: palestras com autores, workshops e trabalhos que colaboram na construção do indivíduo como um ser informado e com senso crítico. Anos atrás achei que o livro físico seria substituído pelo livro digital. Enganei-me. E a Bienal é uma prova disso. O livro impresso impera. E muitos afirmam que o livro digital alavancou as vendas dos livros impressos.

Quem trabalha vendendo livro tem algo de consultor, de orientador. Há um comprometimento com o cliente, para entender seu gosto, sua necessidade, para satisfazer seu desejo. No final é a busca de uma resposta para uma pesquisa, uma duvida ou até, como algumas pessoas dizem, um livro para este fim de semana.

É uma busca de uma companhia. Ou de algo que alimente a alma.
Sou um comprador de livros, não compulsivo. Muitos desses livros não li por completo. Alguns já li por mais de uma vez. O cheiro do livro, sentir seu peso sobre as mãos, admirar seu formato, sua textura, a magia que vem com a página seguinte…

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– É este aqui, afirmo categoricamente num momento de compra. Naquele momento minha vontade parece afirmar o destino de minha vida, – escolhi um livro.

Para o vendedor mais um livro vendido, para mim, mais que um livro, o passaporte para uma existência infinitamente superior na qual posso esquecer momentaneamente a vida. – Quanto custa? Não é o amargo custo de um livro no Brasil, não é isso. É simplesmente o desejo de viver outras vidas, sem outras pessoas que não eu mesmo, ou outros tempos e outros universos.

A Bienal é um esforço muito bem vindo num país onde metade da população ainda não lê. E onde metade não passa da média de menos de cinco livros ao ano. Pra se ter uma referência, o argentino lê em média onze livros ao ano, o frances dezessete. O Brasil ainda está devendo leitores para esse maravilhoso universo de conhecimento e emoções.

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OCP News Jaraguá do Sul

Publicação da Rede OCP de Comunicação