O ministro Alexandre de Moraes abriu ofensiva contra seu colega de STF, André Mendonça, após informações sigilosas do caso Vorcaro vazarem dentro do processo em que o agora desafeto é o relator. Moraes pediu ao presidente da Suprema Corte, Edson Fachin, abertura de investigação sob acusação de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade. O pedido amplia a crise no STF. Moraes contra-ataca na guerra deflagrada e busca neutralizar os movimentos de Mendonça. De suspeito nas relações nada republicanas com o banqueiro, com a exposição de troca de mensagens e de favores, incluindo sua família, mira o rival, usando, inclusive, relatório da PF considerado sem valor probatório. A ofensiva será forte. Caberá ao presidente Fachin agir de bombeiro, buscando equilibrar as ações na tentativa de não expor ainda mais a Corte. Se é que isto ainda seja possível.
Na mira
Circula no Senado a informação de que o alvo, a partir dos últimos movimentos, passa a ser André Mendonça e não mais Alexandre de Moraes. O presidente Davi Alcolumbre já teria conversado com interlocutores de sua confiança sobre a possibilidade de afastamento de Mendonça a partir das acusações de Moraes.
OAB-SC
A OAB-SC estará em Brasília no dia para audiência com o ministro Edson Fachin, no STF, quando levará o posicionamento da advocacia catarinense sobre a crise na Suprema Corte. “Se a Justiça cobra rigor de todos, ela também tem que aceitar ser examinada com o mesmo rigor”, considera o presidente Juliano Mandelli.
Eleição
A Justiça Eleitoral divulgou amplo material sobre as eleições de 2026 na última sexta-feira, data que marcou um mês antes do pleito. Entre todas as recomendações, a mais importante é sobre o voto consciente. O eleitor deve chegar à urna certo de quem serão os depositários de sua confiança. Sem cabresto.
ACI

Foto: Divulgação/ACI
A Associação Catarinense de Imprensa (ACI) deu posse à nova Diretoria Executiva na noite desta quinta-feira, em Florianópolis. O ato marcou o início do mandato da jornalista Lúcia Helena Vieira na presidência. Lúcia Helena sucede Déborah Almada, que, agora, passa a presidir o Conselho Superior da ACI.