O que me move nesta conversa, leitora, é o desabafo de uma jovem mulher, casada com um ator que está numa novela no ar, e que junto com o marido sofre desde o nascimento da filha. A menina tem sete meses de vida e anda pelas UTIs, tem uma doença congênita dificílima de curar. Para muitos só um milagre salvará a criança.
Os pais estão todos os dias ao lado dela, o tempo que der. Uma dor contínua e… uma esperança daquelas do desespero. Falando sobre as ansiedades, temores do dia a dia, a mãe da menina fez uma frase interessante: – “O preocupar-se com o amanhã, absolutamente desconhecido, só nos faz viver de modo sofrido o hoje…”.
Mais ou menos isso. Ela tem toda razão, do que adiantam nossos temores sobre o amanhã? Servem de nada, só para nos atolar mais e mais no sofrimento, pensando no pior. Se não houvesse no horizonte humano o “pior”, seríamos todos uns folgados na vida. O não saber do amanhã gerou o princípio budista, milenar, do “aqui e agora”.
Se no aqui e agora houver vida, haverá esperança para tudo, afinal, não se sabe do amanhã. Mas temos o vezo de saltarmos para o amanhã imaginando derrotas, sofrimentos, quedas de todo tipo na vida, sempre o ruim, o errado, o negativo.
Esse tipo de pensar é que leva muitos a enganar-se com bens materiais, tanto quanto possível, dinheiro folgando no banco, casarões, tudo de material, numa ilusão subconsciente de poder. Um poder que evitaria aos humanos a morte.
Os egípcios milenares foram os campeões dessa tolice, haja vista os sepulcros “piramidais” que mandaram erguer para eles. Quem tem medo se enterra vivo, repito o cangaceiro Lampião. Mas a psicologia mais arguta é que nos faz saber que – preponderantemente – o que mais tememos é o que nunca acontece.
Dos nossos milhões de pensamentos ao longo do tempo, a maioria absoluta é de pensamentos de dúvida, de pessimismo, de sofrimentos, de quedas, enfim. O diacho é que fé é para bem poucos. Se os que dizem ter fé tivessem fé, de pronto viveriam no paraíso, aqui na Terra e nesta única vida.
TRISTEZA
Tristeza é ter que dizer isso como algo especial e não como a mais pura das verdades. Ouça e conteste: – “Somos capazes de muito mais do que imaginamos”. O diacho é que precisamos estar no fundo do poço para descobrir que é possível sair do poço, possível por nossas forças. As graves contrariedades e problemas mexem com a nossa criativa e força, costumeiramente adormecidas. Fazemos e nos surpreendemos. Tolice, podemos muito mais ainda…
ESTUDOS
Está começando o ano letivo, vou repetir o que tenho dito nos meus comentários de rádio, na tevê e aqui – “Em sala de aula desaparecem as diferenças sociais lá de fora…”. O que faz a diferença em sala de aula é a educação, os bons modos e as notas das provas. Agora me diga, quem está proibido? Os livros são os mesmos e assim os professores, as diferenças vão aparecer nos estudos dos alunos. Com disciplina, vergonha na cara e estudos qualquer um pode ser o tal…
FALTA DIZER
Daniel Alves, jogadorzinho, “casado”, que o Tite burramente levou para a Seleção Brasileira, está preso em Barcelona, acusado de estupro. Está semana ele disse aos repórteres que não tem medo de nada, ele encara o que vier. Falando é muito bonito, quero ver se garantido diante do martelo da Justiça. Ademais, só os entupidos não têm medo…