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Caso Banco Master e disputa no STF impulsionam manifestações de 7 de setembro contra Moraes

Foto: Antonio Augusto/ND

Por: Martin Petry

06/09/2026 - 11:09 - Atualizada em: 06/09/2026 - 11:50

A crise envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), passou a ser um dos principais temas das manifestações convocadas para o 7 de Setembro. As recentes revelações envolvendo o magistrado, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o embate com o ministro André Mendonça deram novo impulso à mobilização de grupos ligados à direita, que prometem levar críticas ao Supremo para as ruas.

O que antes tinha como foco a disputa eleitoral, críticas ao governo Lula e apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro passou a incorporar pedidos de investigação e impeachment de Moraes. A oposição pretende usar o feriado da Independência como demonstração de força e como forma de pressionar o Senado, especialmente o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, sobre eventuais processos contra integrantes da Corte.

A chamada “semana Moraes” aumentou a temperatura dentro do Supremo após a divulgação de documentos relacionados ao caso Banco Master. O confronto público entre Moraes e Mendonça, além dos questionamentos da Procuradoria-Geral da República sobre procedimentos adotados nas investigações, colocou a Corte no centro do debate político.

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A Avenida Paulista, em São Paulo, deve ser o principal palco para medir a capacidade de mobilização da direita. Uma grande adesão poderá fortalecer o discurso de desgaste do STF, enquanto uma participação menor pode indicar dificuldade em transformar a repercussão nas redes sociais em presença nas ruas.

O governo Lula prepara uma estratégia para disputar o simbolismo do 7 de Setembro, com discurso voltado à defesa das instituições, da democracia e da soberania nacional. O Planalto, porém, deve evitar uma defesa direta de Moraes para não ampliar o desgaste político.

Além da quantidade de participantes, o comportamento dos manifestantes será acompanhado por autoridades. Atos concentrados em cobranças políticas e pedidos de investigação devem reforçar a pressão sobre o Supremo, enquanto eventuais ataques ou ameaças às instituições podem gerar novas reações jurídicas. O feriado, assim, se torna um termômetro da atual tensão entre a política, o Judiciário e as ruas.

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