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Em 2022, Fujama registra aumento no número de animais silvestres resgatados em Jaraguá do Sul

Foto: PMJS/Divulgação

Por: Claudio Costa

03/02/2023 - 17:02 - Atualizada em: 03/02/2023 - 17:48

Entre cobras, lagartos e outros bichos do bioma Mata Atlântica, a equipe do Programa Resgate de Fauna da Fujama (Fundação Jaraguaense de Meio Ambiente) recolheu 726 espécimes de áreas residenciais em Jaraguá do Sul.

O número representa um aumento de 8% em relação a 2021 e de mais de 220% se comparado ao primeiro ano do Programa em 2017.

Para o biólogo da Fujama Gilberto Adhemar Duwe, esses números evidenciam que a comunidade, de uma forma geral, está mais consciente em relação a importância para o meio ambiente dos animais selvagens que, eventualmente, aparecem em suas residências ou quintais.

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“Um exemplo disso são as cobras. Sempre houve serpentes na cidade algo que fica evidente em dias mais quentes. Só que antes as pessoas encontravam o animal e o matavam. Hoje, elas acionam a Fujama e os bombeiros para buscá-lo”, observou Duwe.

Outro fator, segundo ele, é que atualmente 40% do território de Jaraguá do Sul ainda é composto por vegetação de Mata Atlântica.

Outro biólogo que realiza este trabalho na Fujama, Christian Raboch Lempek, destaca que as serpentes lideram este ranking destes resgates, algo em torno de 46%.

“Apesar do medo natural que despertam nos seres humanos apenas 30% das cobras resgatadas em Jaraguá do Sul são peçonhentas. “A grande maioria são dormideiras, inofensivas ao homem. Outro exemplo são as caninanas, que impressionam pelo tamanho, mas não possuem veneno”.

Entre os mamíferos, os gambás estão no topo da lista de resgate. No entanto espécimes raros como lontras, gato-maracajá, cachorro-do-mato, furões, falcões, corujas e até o misterioso urutau marcaram presença entre as ocorrências atendidas pelos biólogos em 2022.

“Ao que tudo indica, a tendência é que esses números continuem crescendo. Neste mês de janeiro registramos 85 resgates, um recorde. Normalmente neste época do ano temos uma média de 50 ocorrências”, apontou Christian Raboch.

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Claudio Costa

Jornalista pós-graduado em investigação criminal e psicologia forense, perícia criminal, marketing digital, em inteligência artificial e pós-graduando em gestão de equipes.