O pequeno Rodrigo Sebastião Wolff, de 11 anos, mora em Balneário Barra do Sul e tem paralisia cerebral, retardo mental grave, epilepsia, autismo e hidrocefalia. O menino nasceu de uma gravidez gemelar, mas o irmão faleceu há mais de seis anos.
A mãe, Tatiane Barbi de Alcântara, luta diariamente para proporcionar uma vida digna para o filho e pede doações para o menino, que precisa de uma cadeira de banho, necessária para uma melhor qualidade de vida depois que Rodrigo fez uma cirurgia no fêmur e na bacia.
“Depois dessa cirurgia ele não deixa fazer fisioterapia direito nele e fica só de um lado, então está complicado para dar banho. Temos a banheira para ele, mas ele não deixa virá-lo para o outro lado para dar banho. Coloco em uma cadeira sentado para poder lavá-lo”, diz a mãe.

Foto: Arquivo Pessoal
Na casa também moram as duas irmãs mais novas de Rodrigo, de seis e dois anos de idade, e o padrasto – que cria o menino como filho pois o pai verdadeiro não paga pensão há mais de sete meses.
“Ele diz que não tem filho aleijado para sustentar”, explica Tatiane. “Já coloquei na Justiça, falei com o promotor público e ele diz que o processo está na mesa do juiz, mas que tem muitos processos parados. Ligo para o pai dele e ele não quer saber, não paga pensão. Mesmo sendo R$ 363 de pensão, ajudaria bastante”, complementa.
A família recebe o BPC (Benefício de Prestação Continuada), que tem o valor de um salário mínimo e é destinado à pessoas com deficiência de qualquer idade, que comprovem não possuir meios de se sustentar ou de ser sustentado pela família. O marido de Tatiane está em busca de um novo trabalho, pois está empregado somente até o fim desta semana.

Foto: Arquivo Pessoal
“O gasto mensal é alto, com contas em geral, alimentação, remédios, fraldas e combustível, que no momento não está tão alto, pois o carro está estragado. Não temos água e nem luz aqui, a vizinha fornece para nós, geralmente dá entre R$ 300 e R$ 400. também tem a internet que a gente paga para ela pra poder ter o desenho na TV para as crianças”, explica a mãe.
Além da situação do filho, Tatiane também enfrentou vários outros desafios, como a perda das duas irmãs para Covid-19 e do pai, que ela encontrou morto dentro de casa.
Rodrigo frequenta a Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) todas as manhãs, onde recebe assistência social e incentivo de desenvolvimento. No momento, o foco é conseguir a cadeira de banho, que custa cerca de R$ 2,5 mil. Mas para eles, toda ajuda é bem vinda, desde roupas e calçados para as crianças, até fraldas, alimentos e leite.

Cadeira necessária para banho de Rodrigo. Foto: Loja Cavenaghi
Tatiane conta que a família consome cerca de duas caixas de leite por semana, além de quatro latas de Mucilon por mês e todo o resto de alimentação necessária para a família.
Quem se sentir motivado a ajudar a família pode entrar em contato com Tatiane através do telefone e WhatsApp (47) 9 9254-2701. A chave PIX para doação é 06110168939.