A indústria de transformação fechou o mês de dezembro de 2022 com alta nos principais números, com crescimento no número de horas trabalhadas na produção, na massa salarial real e no rendimento médio do trabalhador.
OS dados foram divulgados nesta quinta-feira pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), como parte do boletim Indicadores Industriais.
Segundo a entidade, os números apontam para uma trajetória de crescimento que se consolidou ao longo de 2022.
O emprego registrou estabilidade pelo segundo mês consecutivo, reforçando a acomodação do ritmo de crescimento.
Dois números tiveram queda no último mês do ano – o faturamento real e a utilização da capacidade instalada (UCI), embora permaneçam em um patamar elevado
No ano, apenas a UCI acumulou queda, de 2,1% em comparação com 2021.
A CNI disse que entre os principais fatores que contribuíram para o resultado de 2022 estão a reorganização gradual das cadeias de suprimento, a desaceleração inflacionária e a recuperação do mercado de trabalho, associada à atividade econômica mais aquecida.
Em dezembro de 2022, o faturamento real da indústria de transformação recuou 0,4% em relação ao resultado de novembro, na série livre de efeitos sazonais. Comparado a 2021, o faturamento anota alta de 2,8%.
Já o número de horas trabalhadas na produção cresceu 0,6% em dezembro de 2022, na comparação com novembro, também na série livre de efeitos sazonais. Na comparação anual, houve crescimento de 2,7% das horas trabalhadas em 2022.
No último mês de 2022, o emprego industrial permaneceu estável pelo segundo mês consecutivo, apresentando uma variação de 0,1% na comparação com novembro. Com o resultado do mês, o emprego encerra 2022 com alta de 1,5% no acumulado de janeiro a dezembro de 2022, frente ao mesmo período de 2021.
Outro indicador, relativo à massa salarial real da indústria de transformação, também cresceu pelo segundo mês consecutivo, com alta de 0,3% na comparação com novembro, na série livre de efeitos sazonais.