A oposição no Congresso pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, que analise se as novas informações envolvendo Alexandre de Moraes podem afetar processos relacionados ao ex-presidente Jair Bolsonaro e aos atos de 8 de janeiro.
O pedido foi apresentado pelo deputado federal Zé Trovão (PL-SC), vice-líder da oposição na Câmara. O parlamentar solicita a preservação das provas e a avaliação de uma possível suspeição ou impedimento de Moraes.
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A iniciativa ocorre após a divulgação de mensagens trocadas entre o ministro e o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Segundo a representação, caso seja constatado que os fatos comprometeram a imparcialidade de Moraes, será necessário definir a partir de quando isso teria ocorrido e quais decisões poderiam ser afetadas.
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O documento, porém, não pede a anulação automática das condenações. A proposta é que o Supremo avalie individualmente os processos para verificar se houve decisões baseadas em atos que eventualmente possam ser considerados inválidos.
As mensagens também mostram que Vorcaro procurou Moraes antes de ser preso, em novembro de 2025, chegando a questioná-lo sobre a possibilidade de deixar o país. Em outro momento, o empresário teria marcado um encontro com o ministro na véspera da prisão.
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A divulgação das conversas aumentou a tensão dentro do STF. O ministro André Mendonça tornou público um relatório da Polícia Federal sobre os contatos entre Moraes e Vorcaro. Em resposta, Moraes determinou o envio de relatórios de inteligência que mencionassem integrantes da Corte, incluindo o próprio Mendonça.
Fachin decidiu conduzir a apuração separadamente do inquérito das fake news e deu prazo para que os envolvidos se manifestassem. A análise deverá considerar os argumentos apresentados pelos dois lados antes de qualquer decisão sobre os efeitos dos fatos nos processos.