RESUMO DA NOTÍCIA
- Ministério Público pede mais provas da participação de uma mulher no crime
- A mulher teria sido agredida pela vítima no dia do homicídio
- Investigação do caso segue em caráter sigiloso
A Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCAMI) está dando continuidade à investigação do assassinato de Cesar Vasel, 34 anos, ocorrida em agosto de 2018, em uma residência na rua Clara Schreiner Verbinen, no bairro Estrada Nova.
De acordo com a delegada titular da DPCAMI, Claudia Cristiane Gonçalves de Lima, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) pediu que a Polícia Civil buscasse mais provas sobre a participação de uma mulher no homicídio.
A investigação apontou inicialmente que três adolescentes se envolveram no crime. Agora, é preciso buscar mais elementos comprobatórios para realizar a denúncia contra a mulher que, de acordo com o inquérito, foi agredida por Vasel no dia do homicídio.
“A mulher foi ouvida no procedimento relativo aos menores. Neste momento, ela utilizou do direito constitucional dela de se manter em silêncio”, destaca Claudia.
A Polícia Civil está realizando novas diligências para colher outras provas sobre o crime. A delegada afirma que os detalhes sobre a continuidade do inquérito estão sendo mantidos em caráter sigiloso, mas adianta que as provas reunidas durante essa fase da investigação servirão para basear a denúncia que o MPSC vai realizar contra a mulher na Justiça.
“Os três menores estão compromissados. Eles estão livres, mas assinaram um termo de compromisso de que têm que comparecer em juízo. É importante frisar que eles estão sob a condição de investigados. Como são investigados, não existe uma denúncia formal contra essas pessoas”, explica.
Morto a facadas, pauladas e pedradas
De acordo com o depoimento de um dos acusados, Vasel estava em uma festa na manhã do dia 11 de agosto de 2018. A vítima teria discutido e batido na mulher que morava na casa.
Então, um adolescente de 17 anos atingiu o agressor com golpes de faca após também supostamente ter sido agredido com socos.
Ferido, Vasel correu para o lado de fora da casa e caiu no chão coberto de brita. Lá, ele continuou levando mais golpes, inclusive pedradas na cabeça, que teriam sido desferidas pela mulher, e morreu.
Quando os bombeiros voluntários chegaram no local, a vítima estava desacordada. Eles registraram que havia diversas marcas de pedradas, pauladas e facadas.
Vasel chegou a ser socorrido pelos bombeiros e levado para o Hospital São José, mas morreu ao dar entrada na unidade.
A Polícia Civil contabiliza pelo menos 15 boletins de ocorrência registrados contra o menor que confessou o assassinato. Ele já respondeu por atos infracionais por tráfico de drogas, posse de drogas e desacato.
Vasel também era conhecido da polícia e tinha 23 boletins de ocorrência, com passagens por tráfico de drogas, posse de arma de fogo, furto à residência e roubo.
Causa da morte
O Instituto Geral de Perícias (IGP) identificou a causa da morte de Vasel. De acordo com o laudo produzido pelo médico legista, a vítima morreu por hemorragia após receber facadas na artéria femoral, na perna. Houve ainda perfurações nas costas e no rosto.
Vasel também recebeu pancadas no rosto, provavelmente feitas com uma pedra – fato comprovado por testemunhas – além de socos e pauladas. Os golpes feitos com a arma branca ocasionaram hemorragia e a morte.
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