Vingança. Segundo a Delegacia de Homicídios de Joinville esta é a principal motivação para uma execução cometida no final de fevereiro desse ano, na zona Sul da cidade. A vítima é Sidnei Pacheco Lopes, 46 anos, morta com seis tiros à queima-roupa, dentro de um ferro-velho na rua Monsenhor Gercino, bairro Itaum.

Laudo cadavérico mostra que a vítima levou vários tiros | Foto Divulgação Polícia Civil
O suspeito de ser o mandante do assassinato, e coautor do crime, foi preso preventivamente nesta terça-feira (9), em Osasco (SP) pelos policiais da DH de Joinville. Julian Francio, 31 anos, é cadeirante, e de acordo com o delegado Wanderson Alves Joana, não resistiu à prisão. O veículo utilizado no crime um VW Bora – que tinha placas clonadas – também foi localizado e periciado.
“A investigação aponta para um crime de vingança. Isto porque Julian tinha uma desavença antiga com a família de Sidnei. Há cerca de dois anos, durante uma troca de tiros entre as famílias, Julian foi atingido e ficou paraplégico”, detalhou o delegado Alves, com exclusividade, à rede OCP News.
Para o delegado, está claro que Julian seria o mandante do assassinato contra Sidnei cometido no dia 25 de fevereiro.
“Ele, inclusive, dirigia o automóvel – blindado – que trouxe o atirador até o ferro-velho e depois deu fuga a ele, até a cidade de São Paulo. Entretanto, em depoimento Julian nega participação no crime, mas confirma que naquela data estava sim em Joinville”, acrescentou Alves.
Mandados de busca e apreensão também foram cumpridos em Itapecerica da Serra e Guaramirim. O autor dos disparos já foi identificado, mas segue foragido. Julian foi trazido a Joinville e segue detido no Presídio Regional.
Ajuda da comunidade foi fundamental na investigação
O Delegado da Homicídios, Wanderson Alves Joana, explica que a ajuda da população foi bastante importante para ajudar a Polícia Civil identificar e prender o suspeito do assassinato.
“Após o crime, um morador percebeu que dois homens em VW/Bora, pararam o carro e trocaram as placas do automóvel, na região do bairro Itaum. Ele achou estranha tal situação e acionou a Polícia Civil. Assim, conseguimos identificar o veículo e descobrimos que era o mesmo utilizado no assassinato”, enfatizou o delegado.
Durante a fuga, radares registraram várias multas por excesso de velocidade, envolvendo carro utilizado no crime | Foto Divulgação Polícia Civil
Alves Joana explica que, com a identificação do carro, foi fácil monitorar a rota de fuga, e identificar o condutor.
“Tivemos o auxílio das imagens das câmeras de monitoramento das rodovias e da Polícia Militar. A PRF (Polícia Rodoviária Federal) também deu um apoio importante na investigação. Descobrimos que, um dia antes do homicídio, o veículo já rondava a região. Após o assassinato, durante a fuga, o mesmo veículo recebeu várias multas por excesso de velocidade nas BRs que ligam Joinville à São Paulo”, segundo Alves Joana.
A fuga só não foi tão bem-sucedida porque os suspeitos acabaram se envolvendo em um grave acidente de trânsito, já em Itapecerica da Serra (SP), e o cadeirante precisou ser hospitalizado.
“Aí foi só ligar as pistas e chegamos aos mandante e autor. Mas vale ressaltar a importância da ajuda da comunidade. Um cidadão, que achou estranho dois homens trocarem a placa de um carro, foi o ponto de partida para o esclarecimento de todo este assassinato”, reforçou Alves Joana.
O delegado da Homicídios enaltece que toda denúncia ou demais informações que possam levar a Polícia Civil a esclarecer crimes podem ser feitas de forma anônima pelo telefone 181. Já denúncias relacionadas a crimes contra vida pode também ser feitas diretamente na Delegacia de Homicídios de Joinville ou na página que a DH mantém no Facebook.
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